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Profissões extintas: 8 ocupações que ficaram no passado

Apesar de não existirem mais, algumas profissões deixaram sua marca e nos fazem refletir sobre as curiosas formas de trabalho que eram comuns no passado.

No cenário atual, com o avanço de tecnologias inovadoras como o ChatGPT, fala-se muito sobre as profissões do futuro e as habilidades necessárias para acompanhar o progresso. No entanto, antes de pensarmos no que vem pela frente, vale a pena relembrar que a história do trabalho também guarda uma lista de ocupações que foram essenciais em sua época e que hoje estão extintas.

Essas profissões, que já foram fundamentais para suprir as demandas de suas épocas, acabaram desaparecendo em razão de transformações tecnológicas e da evolução do mercado. Vamos recordar algumas dessas profissões que, apesar de terem ficado para trás, ainda despertam nostalgia e nos mostram como o mundo do trabalho mudou.

Confira a seguir oito profissões que marcaram época e hoje são apenas lembranças do passado:

    • Fotógrafo lambe-lambe

Fotógrafos lambe-lambe eram artistas de rua habilidosos com câmeras analógicas. Eles eram conhecidos por tirar fotos em praças e outros locais públicos e, de forma surpreendente para a época, conseguiam revelar as fotos na hora, na frente dos clientes. As câmeras desses profissionais eram verdadeiras obras de engenharia, e eles eram capazes de manipular cada detalhe para produzir uma foto que encantava quem passava.

Com o advento das câmeras digitais e, mais tarde, dos smartphones, que permitiram o acesso imediato a fotos de alta qualidade, a profissão de lambe-lambe se tornou obsoleta. Hoje, é difícil imaginar a necessidade desse tipo de fotógrafo, uma vez que todos carregamos uma câmera em nossos bolsos.

    • Telefonista

Antes das centrais telefônicas automáticas, as telefonistas eram o elo entre quem queria fazer uma chamada e quem precisava recebê-la. Elas operavam interruptores para conectar manualmente as ligações, sendo fundamentais para a comunicação.

Com o avanço da tecnologia, as centrais telefônicas passaram a ser automáticas, e, mais tarde, com o surgimento da telefonia móvel, a necessidade de telefonistas foi completamente eliminada. Hoje, a ideia de precisar de alguém para conectar uma chamada parece distante, mas, no passado, elas eram indispensáveis.

    • Datilógrafo

Os datilógrafos eram verdadeiros mestres das máquinas de escrever, que tinham a habilidade de transformar pensamentos em documentos impressos com rapidez e precisão. Em um mundo sem computadores, eles eram extremamente valorizados em escritórios e outros locais que precisavam de documentos redigidos com formalidade.

O advento dos computadores e dos processadores de texto trouxe a automação desse processo, e o que antes exigia habilidade manual passou a ser feito com poucos cliques, levando a extinção dessa profissão.

    • Leiteiro

O leiteiro era uma figura comum em bairros e vilas, conhecido por entregar leite fresco diretamente na porta das casas, geralmente nas primeiras horas da manhã. Esse serviço era essencial para muitas famílias antes da popularização dos supermercados e da refrigeração moderna.

Com o tempo, os supermercados e as redes de distribuição de produtos frescos se tornaram acessíveis e eficientes, o que tornou desnecessário o trabalho do leiteiro. Em algumas poucas comunidades pequenas, ainda é possível encontrar o leiteiro, mas em áreas urbanas ele já não faz parte da rotina.

    • Ascensorista

Antes da automação dos elevadores, os ascensoristas eram responsáveis por operar os elevadores manualmente. Eles precisavam de habilidade para controlar o movimento e a parada nos andares desejados. Era uma profissão que demandava atenção e experiência, pois eles precisavam garantir que as pessoas chegassem com segurança ao andar desejado.

Com a automação dos elevadores e a facilidade de escolher o andar com o simples toque de um botão, essa função foi descontinuada. Hoje, um ascensorista é raro e, na maioria dos casos, encontrado apenas em prédios históricos.

    • Acendedor de lampiões

Antes da eletricidade ser amplamente difundida, as cidades contavam com os acendedores de lampiões para iluminar as ruas à noite. Esses profissionais acendiam e apagavam os lampiões manualmente, garantindo a iluminação pública. Com a chegada da eletricidade, os acendedores de lampiões se tornaram obsoletos, mas em seu lugar surgiram os “lampistas”, responsáveis pela manutenção das luzes.

Contudo, com a automação e a instalação de sistemas modernos de iluminação, até mesmo a função dos lampistas foi deixada de lado.

    • Distribuidor de carvão

No passado, o carvão era uma das principais fontes de energia para aquecimento e cozimento nas casas. Os distribuidores de carvão se ocupavam de abastecer as casas com esse combustível, que era essencial para manter as lareiras acesas durante o inverno.

Com o tempo, o carvão foi substituído por fontes de energia mais limpas, como a eletricidade e o gás natural. A figura do distribuidor de carvão acabou desaparecendo juntamente com o uso doméstico desse combustível.

    • Entregador de jornais

Os entregadores de jornais eram responsáveis por entregar as notícias fresquinhas todos os dias nas portas das casas dos assinantes, uma prática comum em tempos em que a mídia impressa era a principal forma de informação.

Com a migração para a mídia digital e o acesso imediato a notícias online, as edições impressas e a demanda por entregadores de jornais foram drasticamente reduzidas. Hoje, essa profissão quase desapareceu, substituída pelo avanço das plataformas digitais.

Essas profissões extintas são uma amostra das rápidas mudanças na sociedade e da influência da tecnologia sobre o mercado de trabalho. Embora sejam agora parte da história, elas mostram como o trabalho tem se transformado ao longo do tempo e nos lembram da importância de se adaptar às novas exigências. Você já sabe quais são as profissões em alta no mercado atual?